Acima , registro fotográfico realizado no dia da projeção do vídeo documentário Casa da Flor ocorrido na sala de informática.
"Num mundo onde a única certeza permanente é a mudança,defendemos que é preciso educar,propor soluções,apostando no potencial de cada indivíduo".
Acima , registro fotográfico realizado no dia da projeção do vídeo documentário Casa da Flor ocorrido na sala de informática.
Dando continuidade ao projeto Múlltiplos Olhares, levamos os alunos em abril de 2008 na exposição Poéticas da Fragmentalidade do artista Jeveaux( Paulo César Henrique Jeveax) na galeria de arte “EU”-Espaço Universitário da UFES. Nesta mostra a maior parte dos alunos vivenciou a experiência nova de conhecer uma galeria de arte e ver de perto quadros e objetos artísticos. Observaram os elementos materiais ,culturais e subjetivos na obra do artista e comentaram a respeito das obras visualizadas . Perceberam que Jeveaux consegue trafegar entre o desenho, a pintura,mosaico e modelagem cosendo memórias poeticamente. Compararam as obras deste artista com as obras do artista que elegeram para pesquisar em nossas visitas à biblioteca da escola
Visita a Galeria Espaço Universitário-UFES
Corpo e Saúde
Etapa inicial do projeto onde Arte e Educação Física uniram-se para levar aos alunos atividades significativas tanto de criação quanto de conhecimento do próprio corpo
Estabelecemos nesta parte do projeto "Corpo" situar o fenômeno da moda e descrever as manipulações corporais através dela.
Experiências com Papietagem para produzir representação de corpos
Interferência(pintura) nos corpos de papier-machê
Zenilda-aluna do 2ºsegmento-
"COM O BARRO DO MULEMBÁ"- 1ª Etapa Oficina de Escultura
Oferecer oficinas de escultura nas escolas onde atuo é sempre gratificante,principalmente quando percebo ter envolvido os alunos com a linguagem tridimensional tão pouco utilizada nas aulas regulares. Procuro iniciar com argila enfatizando-a como recurso natural da região. Conversando sobre este barro e sentindo-o entre os dedos, os alunos fazem um percurso teórico-prático-vivencial com o mesmo material utilizado pelas paneleiras de Goiabeira- o barro do Vale do Mulembá. Neste local os nativos extraem o barro que em bolotas é levado para Goiabeiras. Nos quintais do bairro, as bolotas de barro são pisadas depois de terem sido dela retirados os gravetos,pedrinhas e outras sujeiras. Alguns alunos passam as informações acima de uma maneira muito familiar e por este motivo envolvem-se com o material ampliando o conteúdo do pensamento e o repertório visual.
Tendo em vista que a prática artesanal de fabricação das panelas de barro é uma atividade econômica e culturalmente enraizada na nossa localidade , alunos vivenciam este barro utilizando seu próprio contexto regional e seus mitos através de uma linguagem artísitica
Trabalho do aluno Ricardo(EJA-1º segmento)
O projeto Liberdade foi desenvolvido na EMEF "VSP", escola da rede municipal de ensino de Vitória-ES, onde atuei como arte-educadora em 2007. Participaram alunos das turmas Conclusivo I e II - ensino noturno regular. A idade destes alunos variava de 16 a 55 anos e possuiam profissões variadas: pedreiro,donas de casa,cozinheiras de restaurante, vigias,empregadas domésticas,caixas de supermercado, vendedores de jornal,dentre outras. A maioria acordava muito cedo chegando já cansados na escola. Percebi logo nas primeiras aulas a necessidade de motiva-los com constantes desafios e temas ligados ao interesse da maioria. Frequentavam também a escola, alguns alunos com "liberdade assistida" - até então eu não conhecia este programa socio-educativo destinado a jovens considerados infratores. Esta realidade da escola foi o gancho inicial para o projeto que começava a surgir. Os alunos foram estimulados a falar sobre liberdade a partir do ponto de vista de cada um . Qual o sentido verdadeiro da palavra liberdade ? Qual a sensação de uma liberdade de certa forma vigiada?
No transcorrer do projeto,conheci a história de um aluno paraplégico que reclamava pelo fato de ter perdido toda sua liberdade junto com seus movimentos após uma doença que o acometeu alguns anos atrás. Este aluno dizia ter muita vontade de correr ,dançar e principalmente de nadar, o que fazia antes de sentir-se preso a uma cadeira de rodas. Com esta conversa percebi que o tema começou a ganhar força e assim dei um passo a mais solicitando aos alunos que criassem a história da própria existência através de desenhos ou textos.
Passaram para o o computador seus rascunhos ou pesquisas poéticas abordando o tema em questão. Utilizaram linhas e cores com os recursos da informática e enfrentaran grandes desafios ao transcrever suas produções feitas manualmente . Montaram com ajuda da professora Débora de informática,uma apresentação de slides com os próprios trabalhos. O resultado de todo este envolvimento foi relatado pelos participantes que mostraram também através de um telão na Tribuna Livre , desenhos e frases pesquisadas e criadas . Neste evento anual, alunos do ensino noturno da rede pública municipal de Vitória, tem total liberdade para expor publicamente o resultado de suas pesquisas realizadas no transcorrer do período letivo,relatando suas dificuldades e conquistas.
O aluno paraplégico citado anteriormente declamou neste evento uma poesia criada por ele falando de liberdade.
Este projeto contou com a colaboração da professora Débora de informática.